Depois de eliminar os Estados Unidos nas oitavas de final com uma das suas melhores exibições no torneio, a Bélgica enfrenta agora o desafio mais difícil da sua Copa do Mundo de 2026. Os Diabos Vermelhos medem forças com a Espanha na sexta-feira, 10 de julho, no SoFi Stadium, em Los Angeles, com uma vaga nas semifinais em jogo - e a missão de deter uma seleção que ainda não sofreu um gol sequer na competição.
O técnico Rudi Garcia chega ao confronto com o elenco praticamente definido e sem problemas disciplinares ou de saúde relevantes a reportar. A confiança no grupo é alta, mas a análise tática exige seriedade: a Espanha não é apenas favorita neste duelo - é uma das seleções mais bem construídas do torneio, com uma coesão coletiva difícil de desmontar. Para quem acompanha o futebol europeu de perto, vale a pena veja detalhes sobre a tabela da Premier League 2026/27, onde muitos dos protagonistas desta partida voltarão a se enfrentar em breve nos clubes.
A grande dúvida de Garcia: De Bruyne titular ou reserva?
A principal indefinição de Rudi Garcia gira em torno de Kevin De Bruyne. O veterano armador, peça central da identidade belga durante anos, disputa uma vaga no meio-campo com Hans Vanaken. Tielemans e Raskin parecem garantidos no setor, e a questão é se há espaço para De Bruyne ao lado dos dois - ou se Vanaken oferece um equilíbrio mais adequado ao plano de jogo diante de uma Espanha que pressiona alto e recupera a bola com velocidade impressionante.
A segunda dúvida está no ataque. Na ponta esquerda, Jérémy Doku e Dodi Lukebakio brigam pela posição. Doku oferece drible e imprevisibilidade em velocidade; Lukebakio traz potência e chegada. Quem Garcia escalar dirá muito sobre como a Bélgica pretende encarar a pressão espanhola: buscando escapar pela velocidade ou suportando o peso do jogo e contra-atacando com força. Charles De Ketelaere e Leandro Trossard, ambos em boa fase após as oitavas, devem manter seus lugares no trio ofensivo.
Courtois lidera uma defesa com tarefa hercúlea
Entre os postos sem discussão, o gol é o mais óbvio. Thibaut Courtois será o guardião belga, como tem sido ao longo de toda a competição. Sua experiência e estatura são ativos fundamentais diante de um ataque espanhol que combina talento jovem e eficiência clínica. Na linha de quatro à frente dele, a expectativa é que Timothy Castagne, Zeno Ngoy, Brandon Mechele e Maxim De Cuyper formem o quarteto defensivo.
O maior desafio coletivo da Bélgica será conter a linha ofensiva espanhola. Lamine Yamal, com apenas 18 anos, já se consolidou como um dos jogadores mais perigosos do torneio. Álex Baena e Mikel Oyarzabal completam um trio que une criatividade, movimentação e finalização. Neutralizá-los sem abrir mão de ambição ofensiva será o fio da navalha que Garcia terá de caminhar durante os noventa minutos.
Provável escalação da Bélgica contra a Espanha
Com base nas informações disponíveis e na dinâmica do elenco ao longo do torneio, a Bélgica deve entrar em campo com o seguinte time:
- Formação: 4-3-3
- Goleiro: Thibaut Courtois
- Defensores: Timothy Castagne, Zeno Ngoy, Brandon Mechele, Maxim De Cuyper
- Meias: Nicolas Raskin, Youri Tielemans, Kevin De Bruyne ou Hans Vanaken
- Atacantes: Jérémy Doku ou Dodi Lukebakio, Charles De Ketelaere, Leandro Trossard
Do outro lado, uma vitória espanhola devolveria La Roja às semifinais de um Mundial pela primeira vez desde que ergueu a taça na África do Sul, em 2010. O técnico De la Fuente deve manter a confiança nos mesmos jogadores que conduziram a Espanha até aqui sem ceder um gol. Para a Bélgica, a lógica é inversa: uma virada do resultado seria uma das maiores surpresas desta Copa, e o peso dessa responsabilidade recai sobre um grupo que, nos últimos anos, nem sempre correspondeu à altura das expectativas em grandes torneios. Este pode ser o momento - ou, mais uma vez, a ocasião perdida.